{"id":879,"date":"2019-04-11T09:00:22","date_gmt":"2019-04-11T12:00:22","guid":{"rendered":"https:\/\/cpcnovo.com.br\/blog\/?p=879"},"modified":"2019-04-26T11:45:47","modified_gmt":"2019-04-26T14:45:47","slug":"evolucao-da-arbitragem-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cpcnovo.com.br\/blog\/evolucao-da-arbitragem-no-brasil\/","title":{"rendered":"Evolu\u00e7\u00e3o da ARBITRAGEM no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Um passo absolutamente essencial para o desenvolvimento da arbitragem no Brasil foi o advento da Lei 9.307\/1996 (Lei de Arbitragem \u2013 LArb), fruto de excelente projeto elaborado por Carlos Alberto Carmona, Pedro Antonio Batista Martins e Selma Maria Ferreira Lemes, refletindo a Lei Modelo da UNCITRAL sobre Arbitragem Comercial Internacional de 1986, e revista em 2006.<\/p>\n<p>Nesse contexto, passados mais de vinte anos de vig\u00eancia da atual Lei de Arbitragem, e, especialmente nos \u00fal<span class=\"text_exposed_show\">timos quinze anos, posteriormente \u00e0 celebrada decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal reconhecendo sua constitucionalidade (STF, Pleno, AgReg na Senten\u00e7a Estrangeira n. 5.206-7 \u2013 Reino da Espanha, rel. Min. Sep\u00falveda Pertence, m.v., j. 12.12.2001, DJ 30.4.2004), o Brasil passou a vivenciar muito intensamente a arbitragem, transpondo rapidamente da inf\u00e2ncia arbitral para sua maturidade.<\/span><\/p>\n<div class=\"text_exposed_show\">\n<p>N\u00e3o que arbitragem fosse inexistente no pa\u00eds antes de 1996, mas era muit\u00edssimo diminuta e praticamente restrita a arbitragens internacionais, ainda que houvesse, aqui ou acol\u00e1, arbitragens dom\u00e9sticas e arbitragens envolvendo Poder P\u00fablico, o que se devia, principalmente, \u00e0s falhas legislativas em sua disciplina, impedindo o desenvolvimento de uma cultura arbitral, ante a falta de obrigatoriedade do compromisso assumido e a necessidade de homologa\u00e7\u00e3o judicial da senten\u00e7a arbitral.<\/p>\n<p>Essas falhas foram corrigidas na atual Lei de Arbitragem brasileira, passando a conven\u00e7\u00e3o de arbitragem, assinada entre as partes, a ser obrigat\u00f3ria, e a n\u00e3o ser mais necess\u00e1ria homologa\u00e7\u00e3o judicial da senten\u00e7a arbitral, salvo se estrangeira, a exemplo do que tamb\u00e9m ocorre com as senten\u00e7as judiciais.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, segundo recentes estat\u00edsticas colhidas por Selma Lemes junto \u00e0s cinco principais c\u00e2maras arbitrais brasileiras, o Brasil passou de 21 procedimentos arbitrais em 2005 para 275 em 2017, o que significa, em valores envolvidos nesses procedimentos, de R$ 247 milh\u00f5es em 2005 para cerca de R$ 29,30 bilh\u00f5es em 2017. De igual sorte, nas estat\u00edsticas da Corte Internacional de Arbitragem (CCI), o Brasil tem sido ranqueado entre os quatro maiores usu\u00e1rios, sendo o pa\u00eds l\u00edder na Am\u00e9rica Latina em n\u00famero de arbitragens.<\/p>\n<p>Assim, o Brasil vem sendo reconhecido internacionalmente, como um ambiente seguro e prop\u00edcio para o desenvolvimento da arbitragem, o que se deve tamb\u00e9m ao papel desempenhado pelo Poder Judici\u00e1rio, especialmente pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a, em prestigiar a arbitragem. Inclusive, o Brasil foi premiado pela Global Arbitration Review \u2013 GAR como o vencedor do GAR\u00b4s 50 como a \u201cJurisdiction that made great progress improving its arbitration regime in 2013\u201d.<\/p>\n<p>Como se viu, a utiliza\u00e7\u00e3o da arbitragem vem experimentando forte crescimento no pa\u00eds, como o demonstram as recentes estat\u00edsticas de algumas das principais C\u00e2maras Arbitrais brasileiras.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um passo absolutamente essencial para o desenvolvimento da arbitragem no Brasil foi o advento da Lei 9.307\/1996 (Lei de Arbitragem \u2013 LArb), fruto de excelente projeto elaborado por Carlos Alberto Carmona, Pedro Antonio Batista Martins e Selma Maria Ferreira Lemes, refletindo a Lei Modelo da UNCITRAL sobre Arbitragem Comercial Internacional de 1986, e revista em&hellip; <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/cpcnovo.com.br\/blog\/evolucao-da-arbitragem-no-brasil\/\">Continuar lendo <span class=\"screen-reader-text\">Evolu\u00e7\u00e3o da ARBITRAGEM no Brasil<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-879","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arbitragem","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cpcnovo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/879","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cpcnovo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cpcnovo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cpcnovo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cpcnovo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=879"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/cpcnovo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/879\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":880,"href":"https:\/\/cpcnovo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/879\/revisions\/880"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cpcnovo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=879"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cpcnovo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=879"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cpcnovo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=879"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}