{"id":821,"date":"2018-09-04T09:00:25","date_gmt":"2018-09-04T12:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/cpcnovo.com.br\/blog\/?p=821"},"modified":"2019-03-18T18:51:39","modified_gmt":"2019-03-18T21:51:39","slug":"resolvida-enfim-a-questao-da-terceirizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cpcnovo.com.br\/blog\/resolvida-enfim-a-questao-da-terceirizacao\/","title":{"rendered":"Resolvida, enfim, a quest\u00e3o da terceiriza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Hoje o Prof. Fernando Hugo Miranda, coordenador do Curso de Atualiza\u00e7\u00e3o sobre a Reforma Trabalhista, nos traz um resumo do julgamento ocorrido na semana passada no qual, ap\u00f3s alguns anos de espera, o STF finalmente concluiu a discuss\u00e3o acerca dos limites materiais \u00e0 terceiriza\u00e7\u00e3o, revisando a S. 331\/TST. Segundo o verbete, que vigorava desde 1993, n\u00e3o era dado a empresas contratarem de outras servi\u00e7os alinhados \u00e0 sua atividade fim, mas apenas \u00e0 atividade meio. Para o STF, o c<span class=\"text_exposed_show\">rit\u00e9rio escolhido era arbitr\u00e1rio e subjetivo, gerando inseguran\u00e7a jur\u00eddica e ofensa ao princ\u00edpio da livre iniciativa. O julgamento se deu de forma concomitante no RE n\u00ba 958.252 (em regime de repercuss\u00e3o geral \u2013 Tema 725) e ADPF n\u00ba 324.<\/span><\/p>\n<div class=\"text_exposed_show\">\n<p>Rapidamente, \u00e9 poss\u00edvel assinalar algumas consequ\u00eancias imediatas do julgamento.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, o STF sinalizou \u00e0 comunidade jur\u00eddica que as altera\u00e7\u00f5es legislativas recentes sobre o tema s\u00e3o constitucionais (artigos 4\u00ba-A e 5\u00ba-A da Lei n\u00ba 6.019\/74, com reda\u00e7\u00e3o conferida pela Lei n\u00ba 13.467\/17). Ora, se a limita\u00e7\u00e3o estabelecida na S\u00famula \u00e9 inconstitucional, a autoriza\u00e7\u00e3o \u00e0 terceiriza\u00e7\u00e3o ampla parece ser v\u00e1lida.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, a censura ao verbete alcan\u00e7a situa\u00e7\u00f5es pret\u00e9ritas. O STF, ao debater sobre a quest\u00e3o da modula\u00e7\u00e3o, optou por n\u00e3o afirm\u00e1-la de imediato, tendo a reflex\u00e3o sido adiada para eventuais Embargos de Declara\u00e7\u00e3o. A aus\u00eancia de modula\u00e7\u00e3o significa a aplica\u00e7\u00e3o irrestrita no tempo. A t\u00edtulo de esclarecimento, contudo, foi indicado que a coisa julgada estaria a salvo do novo entendimento.<\/p>\n<p>Por fim, em terceiro lugar, \u00e9 preciso atentar para o fato de que o entendimento do STF n\u00e3o resguarda toda e qualquer contrata\u00e7\u00e3o entre empresas da forma\u00e7\u00e3o de v\u00ednculo empregat\u00edcio. A rigor, a contrata\u00e7\u00e3o de uma pessoa f\u00edsica, com pessoalidade, n\u00e3o eventualidade, onerosidade e subordina\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, a despeito de eventual constitui\u00e7\u00e3o de pessoa jur\u00eddica por parte do prestador de servi\u00e7os, importar\u00e1 no reconhecimento de regular v\u00ednculo de emprego. O artigo 3\u00ba da CLT, portanto, segue vigendo, assim como o princ\u00edpio da primazia da realidade (art. 9\u00ba da CLT).<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje o Prof. Fernando Hugo Miranda, coordenador do Curso de Atualiza\u00e7\u00e3o sobre a Reforma Trabalhista, nos traz um resumo do julgamento ocorrido na semana passada no qual, ap\u00f3s alguns anos de espera, o STF finalmente concluiu a discuss\u00e3o acerca dos limites materiais \u00e0 terceiriza\u00e7\u00e3o, revisando a S. 331\/TST. 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