{"id":492,"date":"2017-06-06T09:00:30","date_gmt":"2017-06-06T12:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/cpcnovo.com.br\/blog\/?p=492"},"modified":"2018-10-16T17:10:43","modified_gmt":"2018-10-16T20:10:43","slug":"atos-ordinatorios-no-ncpc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cpcnovo.com.br\/blog\/atos-ordinatorios-no-ncpc\/","title":{"rendered":"Atos Ordinat\u00f3rios No NCPC"},"content":{"rendered":"<p>Previstos no art. 203, \u00a7 4\u00ba, do NCPC, os <i>atos meramente ordinat\u00f3rios<\/i> (chamados pela doutrina de &#8220;despachos de mero expediente&#8221; na sistem\u00e1tica anterior) s\u00e3o atos de <i>impulso oficial<\/i> (exs.: juntada de pe\u00e7as processuais e vista obrigat\u00f3ria)<i>, <\/i>irrecorr\u00edveis e totalmente desprovidos de qualquer conte\u00fado decis\u00f3rio, o que, ali\u00e1s, os diferencia dos <i>despachos<\/i>, que devem, necessariamente, ser proferidos pelo juiz e, portanto, possuem um conte\u00fado decis\u00f3rio m\u00ednimo (ainda que tamb\u00e9m inapto a causar qualquer tipo de preju\u00edzo \u00e0s partes \u2013 posto que, da mesma forma, s\u00e3o irrecorr\u00edveis justamente por isso).<\/p>\n<p>Como decorr\u00eancia da pr\u00f3pria soberania estatal, sabe-se que o poder jurisdicional n\u00e3o pode ser delegado. A arbitragem, por exemplo, que se coloca atualmente como esp\u00e9cie de jurisdi\u00e7\u00e3o (privada), tem sua regulamenta\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria por lei declarada constitucional pelo STF (Lei Federal n\u00ba 9.307\/1996).<\/p>\n<p>Por outro lado, nada impede a delega\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia para a pr\u00e1tica de atos jurisdicionais n\u00e3o-decis\u00f3rios e de atos administrativos, o que \u00e9 expressamente admitido pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal (art. 93, XIV \u2013 EC n\u00ba 45\/2004) e tamb\u00e9m pelo NCPC (art. 152, inciso VI e \u00a71\u00ba &#8211; autorizando-se o juiz titular a editar ato a fim de regulamentar essa atribui\u00e7\u00e3o do escriv\u00e3o ou chefe de secretaria).<\/p>\n<p>Nesse sentido, o pr\u00f3prio STJ j\u00e1 utilizou o termo<i>delega\u00e7\u00e3o<\/i> para se referir \u00e0 pr\u00e1tica de atos pelos serventu\u00e1rios da justi\u00e7a: <i>\u201c(&#8230;) 3. N\u00e3o h\u00e1 falar em nulidade da delega\u00e7\u00e3o aos serventu\u00e1rios de justi\u00e7a da pr\u00e1tica de atos ordinat\u00f3rios ou de mero expediente, no caso em tela, a intima\u00e7\u00e3o das partes para complementa\u00e7\u00e3o do preparo recursal. (&#8230;)\u201d. <\/i>(STJ, AgRg no AREsp 480.543\/RJ, 4\u00aa T., j. 06.09.2016, rel. Min. Marco Buzzi, DJe 14.09.2016).<\/p>\n<p>Conforme j\u00e1 ressaltado, embora deleg\u00e1veis, os atos meramente ordinat\u00f3rios sempre ser\u00e3o <em>atos do ju\u00edzo<\/em>, a exigir, sempre que houver necessidade, revis\u00e3o pelo magistrado competente, de of\u00edcio ou a requerimento das partes<i>. <\/i>Esse o fundamento, inclusive, para o importante alerta da doutrina: <i>\u201cn\u00e3o pode o juiz <\/i>de modo algum<i> se recusar a reexaminar o ato do cart\u00f3rio, porque o ato seria, originalmente, <b>ato do ju\u00edzo.<\/b> Caso assim proceda, parece estar-se diante de hip\u00f3tese ensejadora da impetra\u00e7\u00e3o de<b>mandado de seguran\u00e7a contra omiss\u00e3o do juiz<\/b> (&#8230;)\u201d.<\/i>(Teresa ARRUDA ALVIM WAMBIER, Maria L\u00facia Lins CONCEI\u00c7\u00c3O, Leonardo Ferres da Silva RIBEIRO e Rogerio Licastro Torres de MELLO, <i>Primeiros coment\u00e1rios ao Novo C\u00f3digo de Processo Civil. <\/i>2. ed. S\u00e3o Paulo: RT, 2016, coment\u00e1rios ao art. 203, p. 419). <i>\u00a0<\/i><\/p>\n<p>Gostou do artigo? 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