{"id":489,"date":"2017-06-08T09:00:52","date_gmt":"2017-06-08T12:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/cpcnovo.com.br\/blog\/?p=489"},"modified":"2018-10-16T17:10:33","modified_gmt":"2018-10-16T20:10:33","slug":"despachos-no-novo-cpc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cpcnovo.com.br\/blog\/despachos-no-novo-cpc\/","title":{"rendered":"Despachos no Novo CPC"},"content":{"rendered":"<p>No texto anterior, analisamos brevemente os <i>atos meramente ordinat\u00f3rios<\/i>, diferenciando-os, desde logo, dos\u00a0<i>despachos<\/i>, previstos no art. 203, \u00a73\u00ba, do NCPC (cujo conceito \u00e9 residual em rela\u00e7\u00e3o a todos os demais pronunciamentos do juiz).<\/p>\n<p>Como j\u00e1 se afirmou, os despachos ser\u00e3o sempre proferidos pelo juiz e, por isso, abrigar\u00e3o um <i>conte\u00fado decis\u00f3rio m\u00ednimo<\/i>, ainda que irrelevante e inapto a causar preju\u00edzo para as partes. O conte\u00fado decis\u00f3rio relevante, portanto, perfaz a linha divis\u00f3ria entre os <i>despachos<\/i> e as\u00a0<i>decis\u00f5es interlocut\u00f3rias<\/i> (cujo conceito \u00e9 residual em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 senten\u00e7a \u2013 art. 203, \u00a72\u00ba).<\/p>\n<p>Ainda que haja diverg\u00eancia na doutrina e jurisprud\u00eancia acerca desse conte\u00fado decis\u00f3rio m\u00ednimo (ou essencial) nos despachos, h\u00e1 unanimidade em se afirmar que s\u00e3o irrecorr\u00edveis, at\u00e9 mesmo diante da expressa dic\u00e7\u00e3o do art. 1.001 do Novo C\u00f3digo.<\/p>\n<p>Nesse sentido continua se manifestando o STJ: <i>\u201c(&#8230;) [n]a forma da jurisprud\u00eancia desta Corte, \u2018n\u00e3o cabe agravo regimental contra despacho que determina o sobrestamento do feito para aguardar o julgamento de recurso repetitivo, pois se trata de ato despido de conte\u00fado decis\u00f3rio e que n\u00e3o gera sucumb\u00eancia para quaisquer das partes (&#8230;)\u2019\u201d. <\/i>(AgInt no AREsp 532.312\/DF, 2\u00aa T., j. 27.04.2017, rel. Min. Assusete Magalh\u00e3es, DJe 04.05.2017).<\/p>\n<p>No entanto, Daniel Amorim Assump\u00e7\u00e3o NEVES entende que: <i>\u201c(&#8230;) a exist\u00eancia de preju\u00edzo seja um elemento irrelevante para a distin\u00e7\u00e3o entre decis\u00e3o e despacho. N\u00e3o vejo qualquer problema em aceitar que, excepcionalmente, um pronunciamento com conte\u00fado decis\u00f3rio m\u00ednimo seja capaz de gerar um preju\u00edzo \u00e0s partes, hip\u00f3tese em que dever\u00e1 ser atacado por meio do mandado de seguran\u00e7a. Tamb\u00e9m imagino a possibilidade de uma decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que n\u00e3o gere qualquer preju\u00edzo \u00e0s partes, o que, entretanto, n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para que tal pronunciamento seja considerado como um despacho\u201d.<\/i><\/p>\n<p>Para o autor a distin\u00e7\u00e3o est\u00e1 na <i>\u201cpossibilidade legal de resolver a quest\u00e3o incidental em outro sentido. Ou seja, se o pronunciamento se limita a cumprir o que est\u00e1 expressamente previsto em lei, sem qualquer margem de considera\u00e7\u00e3o apreciativa do ju\u00edzo, o pronunciamento ser\u00e1 um despacho\u201d. (Manual de <span class=\"il\">direito<\/span> processual civil \u2013 volume \u00fanico. <\/i>8. ed. Salvador: JusPodivm, 2016, p. 348).<\/p>\n<p>Gostou do artigo? 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