{"id":434,"date":"2016-09-15T09:00:56","date_gmt":"2016-09-15T12:00:56","guid":{"rendered":"https:\/\/cpcnovo.com.br\/blog\/?p=434"},"modified":"2018-10-16T17:52:42","modified_gmt":"2018-10-16T20:52:42","slug":"tutela-provisoria-na-sentenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cpcnovo.com.br\/blog\/tutela-provisoria-na-sentenca\/","title":{"rendered":"TUTELA PROVIS\u00d3RIA NA SENTEN\u00c7A?"},"content":{"rendered":"<p>J\u00e1 tivemos a oportunidade de abordar, em tr\u00eas textos espec\u00edficos, a tutela provis\u00f3ria no NCPC, de urg\u00eancia e da evid\u00eancia (cf. nosso\u00a0<a href=\"https:\/\/cpcnovo.com.br\/blog\/2015\/06\/17\/tutela-provisoria-no-novo-cpc\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" shape=\"rect\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=https:\/\/hy254.infusionsoft.com\/app\/linkClick\/15682\/caac2f7f506ba8d2\/18393994\/7596259b9495f485&amp;source=gmail&amp;ust=1475799315462000&amp;usg=AFQjCNGiY7iJAVxYTmFrM8YCi87ZzFwH_A\">BLOG<\/a> e o quadro esquem\u00e1tico abaixo).<\/p>\n<p>Quest\u00e3o interessante \u00e9 discutir at\u00e9 qual momento procedimental essa esp\u00e9cie de tutela pode ser concedida. Seria poss\u00edvel que o ju\u00edzo de primeiro grau tutele a evid\u00eancia na senten\u00e7a, a impedir o efeito suspensivo indesejado do eventual recurso de apela\u00e7\u00e3o da parte contr\u00e1ria?<\/p>\n<p>Parece-nos que sim!<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, de acordo com a expressa dic\u00e7\u00e3o do art. 1.012, \u00a71\u00ba, inciso V, do Novo C\u00f3digo \u201c<i>Al\u00e9m de outras hip\u00f3teses previstas em lei, come\u00e7a a produzir efeitos imediatamente ap\u00f3s a sua publica\u00e7\u00e3o a senten\u00e7a que: (&#8230;) V &#8211; confirma, concede ou revoga tutela provis\u00f3ria; (&#8230;)<\/i>\u201d.<\/p>\n<p>O entendimento do STJ, mesmo diante da sistem\u00e1tica processual civil anterior, sempre foi no sentido da possibilidade de concess\u00e3o de tutela antecipada na senten\u00e7a (cf. STJ, REsp 706.252\/SP, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 13\/09\/2005, DJ 26\/09\/2005, p. 234).<\/p>\n<p>Nas palavras de Teresa Arruda Alvim Wambier, Maria L\u00facia Lins Concei\u00e7\u00e3o, Leonardo Ferres da Silva Ribeiro e Rogerio Licastro Torres de Mello, \u201c<i>O<b>inciso V<\/b> tem por objetivo afastar de vez a d\u00favida: mesmo que se trate de processo que gere senten\u00e7a sujeita a apela\u00e7\u00e3o com efeito suspensivo, ou seja, encart\u00e1vel na regra geral (art. 1.011, caput), se a <b>tutela provis\u00f3ria<\/b> for concedida na senten\u00e7a, esta n\u00e3o pode ficar sujeita a apela\u00e7\u00e3o com <b>efeito suspensivo<\/b>. De fato, trata-se de pronunciamento que teria sido normalmente concedido liminarmente, mas, por alguma raz\u00e3o, n\u00e3o o foi. Agora, no momento da senten\u00e7a, a cogni\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 exauriente \u2013 ainda assim, o juiz pode conceder uma \u2018liminar\u2019 tardia, que n\u00e3o ser\u00e1 mais uma liminar, mas um cap\u00edtulo da senten\u00e7a, em que se tutela ou a evid\u00eancia (tardiamente percebida), ou a urg\u00eancia (de que o juiz se deu conta em momento adiantado do processo \u2013 melhor agora, do que nunca; ou, ent\u00e3o, porque a urg\u00eancia configurou-se depois do in\u00edcio do processo e antes da senten\u00e7a). Ent\u00e3o, o fato \u00e9 que, ainda que soe estranho, <b>o juiz pode<\/b>, sim, <b>conceder tutela provis\u00f3ria na senten\u00e7a<\/b>. E a urg\u00eancia ou a evid\u00eancia justificam a necessidade da efic\u00e1cia imediata deste provimento final que \u00e9 a senten\u00e7a.<\/i>\u201d (<i>Primeiros coment\u00e1rios ao novo c\u00f3digo de processo civil<\/i>: artigo por artigo. S\u00e3o Paulo: RT, 2015, p. 1.445).<\/p>\n<p>Portanto, seja uma tutela de urg\u00eancia (antecipada ou cautelar), seja uma tutela da evid\u00eancia, enquanto n\u00e3o entregue o bem da vida (o que muitas vezes s\u00f3 ocorre com o tr\u00e2nsito em julgado), haver\u00e1 interesse na antecipa\u00e7\u00e3o, no acautelamento ou na evid\u00eancia, mesmo porque, como se sabe, o efeito suspensivo como regra na apela\u00e7\u00e3o, apesar de criticado pela doutrina, foi mantido no NCPC (art 1.012, <em>caput<\/em>).<\/p>\n<p>Gostou do artigo? 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